Queremos manter os "reclamadores" longe da gente, não pensamos que talvez seja um voz clamando no deserto.
"Olá! Tudo bem?" Virou um protocolo automático, pois no fundo não estamos interessados e nem temos tempo para ouvir se outro está bem. Queremos manter os "reclamadores" longe da gente, não pensamos que talvez seja um voz clamando no deserto. Infelizmente quem clama por socorro, percebe nossa indiferença, nossas relações se tornaram mais do que superficiais, se tornaram vazias e sem profundidade. Porque as coisas se tornaram mais importantes que as pessoas? Porque deixamos de ser autênticos conosco e com os outros? Porque nossas relações se tornaram tão frias e calculistas? É difícil expressar o que sinto quando ouço e vejo uma humanidade cada vez mais caótica e doente emocionalmente. Cadê as crianças brincando na rua? Cadê a conversa gostosa no fim de semana ao invés da "cara" no celular? Cadê o tempo de olhar, ouvir ou perceber que o nosso próximo precisa mas do que ouvir que "vai ficar tudo bem" ele precisa ser entendido, apoiado, saber que é importante aqui no mundo, as vezes ele só precisa ser ouvido, de um abraço, do amor genuíno. Cadê a sensibilidade a dor do outro? Pra onde foi nossa felicidade? Nosso amor? Estamos vazios, ansiosos, estressados, cansados, incapaz, esgotados. Cadê a simplicidade da vida? Era tão bom respirar o ar puro, apreciar o simples, se sentir satisfeito com o pouco, apreciar está com a família, com os amigos. Porque as pessoas estão preferindo tirar a vida do que aprecia-la? Porque há tanta solidão? Tanta dor? Sofrimento? Porque tem tanta gente morrendo de câncer? Dizem que são as emoções reprimidas, guardadas. Dizem também que a humanidade nunca viveu seu melhor momento. As vezes me questiono! Será? Já existiu um tempo que as pessoas se importavam mais umas com as outras, já houve um tempo que criança era apenas criança e que viver era leve, bom. Vamos resgatar o lado humano de ser, vamos amar mais, julgar menos, olhar o próximo, ser mais autênticos, verdadeiramente interessados, sinceros, usando a tecnologia a favor e não contra nós. Vamos dar a mão ao outro, não porque é o certo e queremos seguir o protocolo e sim porque temos uma sincera empatia pela dor do outro. Vamos caminhar com ele, ser tolerante, menos superficiais, menos isolados, mais humanos.
Comentários